Emprego do Hífen
Bem-vindo ao Leão Educação. Preparamos esta aula para guiar você, passo a passo, no aprendizado de ortografia oficial, com foco no emprego do hífen. Ao longo desta aula, vamos construir juntos uma base sólida em ortografia, com teoria, exemplos práticos e exercícios aplicados às questões de língua portuguesa dos concursos públicos.
🎯 Objetivo e mensagem central
No tópico anterior, você viu que o hífen foi uma das cinco frentes de mudança do Acordo Ortográfico. Agora, o objetivo é aplicar as regras: diante de um prefixo e de uma palavra, decidir se o resultado leva hífen, se as letras se juntam ou se o r e o s se dobram. Ao final, você será capaz de justificar cada grafia pela regra que a produz, e não pela memória de listas.
Para quê? Porque o hífen é um dos assuntos em que o redator mais hesita e em que o erro mais aparece: auto-escola, anti-social e micro-empresa ainda circulam em avisos, contratos e peças de divulgação. Quem domina a lógica escreve com segurança textos de agência e de repartição, e, na prova, reconhece qual alternativa respeita o Acordo sem depender de decorar centenas de palavras. Este tópico trata do emprego do hífen na grafia das palavras; a acentuação gráfica vem a seguir.
A lógica do encontro de letras
Um prefixo é um elemento que se coloca antes de uma palavra para formar outra: anti-, micro-, auto-, super-. A pergunta é o que acontece na emenda entre o último som do prefixo e a primeira letra da palavra. O Acordo (Base XVI) responde olhando para essa emenda. Há apenas quatro situações a reconhecer, e uma ordem de conferência que evita confusão.
A Figura 1 resume a ordem. Observe que a primeira pergunta é sobre o prefixo (alguns têm regra própria, vistos na próxima seção); depois vêm o h, a vogal repetida e o r ou o s. Se nenhuma dessas condições se aplica, as letras se juntam.

Os quatro encontros
Hífen: anti-higiênico, super-homem, pré-história. O h não tem som, e o hífen mostra onde termina o prefixo.
Hífen: micro-ondas, anti-inflamatório, contra-ataque. A vogal que termina o prefixo é a mesma que começa a palavra.
Sem hífen: autoescola, aeroespacial, extraoficial, infraestrutura.
Sem hífen e com a consoante dobrada: antirreligioso, antissocial, ultrassom, microssistema.
Quando o prefixo termina em vogal e a palavra começa por outra consoante, nada especial acontece: as letras se juntam, como em microcrédito, antifraude e contraproposta. O mesmo vale para prefixo terminado em consoante diante de vogal ou de consoante: interagir, hiperativo, supermercado, intermunicipal. A tabela consolida o que cada encontro produz.
| Encontro | Resultado | Grafia correta | Grafia errada |
|---|---|---|---|
| Palavra começa por h | Hífen | anti-higiênico | antihigiênico |
| Prefixo em vogal + mesma vogal | Hífen | micro-ondas | microondas |
| Prefixo em vogal + vogal diferente | Junta | autoescola | auto-escola |
| Prefixo em vogal + r ou s | Junta e dobra | antissocial | anti-social, antisocial |
| Prefixo em vogal + outra consoante | Junta | microcrédito | micro-crédito |
| Prefixo em consoante + vogal ou consoante | Junta | interagir, supermercado | inter-agir, super-mercado |
Leia a tabela de cima para baixo, como a Figura 1: as duas primeiras linhas pedem hífen; as demais, não. O que parece uma lista de exceções é, na verdade, uma única ideia: o hífen só aparece quando a emenda poderia gerar leitura confusa (um h mudo ou duas vogais iguais seguidas). A dobra de r e s serve para manter o som: sem ela, antisocial seria lido com o s de asa.
Prefixos com regras próprias
Alguns prefixos fogem da lógica geral, e é isso que a primeira pergunta do fluxograma verifica. Em vez de decorar regras isoladas, agrupe-as em três ideias: prefixos que levam hífen sempre (ex-, vice-, recém-), prefixos que só levam hífen diante de certas letras (circum-, pan-, hiper-, inter-, super-) e prefixos que se juntam mesmo diante de vogal igual (co-, pre-, re-).
| Prefixo | Regra | Exemplos |
|---|---|---|
| ex- (estado anterior), vice-, sota-, soto- | Hífen sempre, diante de qualquer letra | ex-gerente, vice-presidente |
| pós-, pré-, pró- (tônicos) | Hífen mesmo diante de consoante | pós-graduação, pré-natal, pró-reitor |
| pos-, pre-, pro- (átonos) | Juntam-se, sem hífen | pospor, prever, promover |
| circum-, pan- | Hífen diante de vogal, m ou n | circum-navegação, pan-americano |
| hiper-, inter-, super- | Hífen diante de r | hiper-requintado, inter-regional, super-resistente |
| sub- | Hífen diante de b e de r, conforme o registro dos vocabulários e dicionários (o Acordo não trata desse caso); diante de h, pela regra geral | sub-base, sub-região, sub-reitor, sub-hepático |
| recém-, além-, aquém-, sem- | Hífen sempre | recém-nascido, além-mar, sem-vergonha |
| co- | Junta, mesmo diante de o; diante de s, dobra | cooperar, coordenar, cossignatário |
| pre-, re- (átonos) | Juntam-se diante de e, sem hífen | preexistente, reeleição |
| des-, in-, re- | O h da palavra cai; sem hífen | desumano, inábil, reidratar |
| mal- | Hífen diante de vogal ou h; junta diante de consoante | mal-estar, mal-humorado, malcriado |
| bem- | Hífen diante de vogal ou h; diante de consoante, depende da palavra | bem-estar, bem-vindo, benfeito |
A tabela mostra que o hífen, nesses prefixos, não depende do encontro de letras, mas de quem é o prefixo. Dois pares merecem atenção. O primeiro é pré- × pre-: com acento, o prefixo é tônico, tem vida própria na pronúncia e leva hífen (pré-natal); sem acento, é átono e se junta à palavra (predeterminar, preexistir). O segundo é co-: embora termine em vogal, junta-se a palavras começadas por o (cooperar), e por isso co-operar é grafia antiga.
Quanto a mal- e bem-, a regra de vogal ou h orienta a maioria dos casos (mal-educado, bem-estar), mas o uso fixou formas particulares com consoante, como bem-vindo (com hífen) e benfeito (sem). Para essas palavras, vale a consulta ao VOLP. Um detalhe de classificação: no texto do Acordo, bem, mal, além, aquém, recém e sem aparecem na Base XV, entre os compostos, e não na Base XVI, dos prefixos; as gramáticas costumam estudá-los junto com os prefixos porque a decisão sobre o hífen segue a mesma lógica de “quem é o elemento”.
Palavras compostas, locuções e topônimos
Fora da prefixação, o hífen também aparece na união de duas palavras que mantêm vida própria. A Base XV do Acordo trata desses casos. A regra de base é a seguinte: usa-se hífen em compostos formados por justaposição, sem elemento de ligação, em que os termos formam uma unidade de sentido e conservam seu acento: guarda-chuva, decreto-lei, segunda-feira, arco-íris. Note que íris mantém o acento: o composto conserva a tonicidade de cada elemento.
Em alguns compostos, a união foi tão longa que as palavras se fundiram em uma só, e o hífen desapareceu: girassol, pontapé, paraquedas. Esses casos são tratados como palavras únicas e não seguem a regra da justaposição.
Locuções: em geral, sem hífen
Locuções são combinações de palavras, em geral ligadas por preposição, que funcionam como uma unidade de sentido. Elas se escrevem, em regra, sem hífen: cão de guarda, café com leite, fim de semana, mão de obra, dia a dia. O Acordo (Base XV) manteve o hífen em poucas locuções, por exceção consagrada pelo uso: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará e à queima-roupa.
Topônimos, plantas e animais, encadeamentos
Três outros grupos aparecem nos textos oficiais e merecem uma regra curta cada um.
- Topônimos compostos (nomes de lugares) levam hífen quando o primeiro elemento é grã ou grão, quando é uma forma verbal ou quando há artigo no meio: Grã-Bretanha, Albergaria-a-Velha. Os demais não levam: Belo Horizonte. Guiné-Bissau é exceção consagrada.
- Espécies botânicas e zoológicas levam hífen, tenham ou não elemento de ligação: couve-flor, erva-doce, bem-te-vi, cobra-d’água.
- Encadeamentos vocabulares (combinações ocasionais que indicam percurso ou relação) levam hífen: Áustria-Hungria, Angola-Moçambique, o eixo Rio-São Paulo.
Esses grupos têm uma lógica comum: o hífen marca que os elementos formam uma só denominação, mas que cada um conserva a identidade. Quando a denominação se resolve com preposição e sem fixação, a locução fica sem hífen.
Outros empregos do hífen
O hífen não serve apenas à prefixação e à composição. Quatro usos completam o quadro que as provas costumam percorrer.
Ênclise e mesóclise
O pronome oblíquo átono colocado depois do verbo (ênclise) ou no meio dele (mesóclise) se liga por hífen: entregue-se, fazê-lo, dar-lhe-ei, far-se-á. Essa regra não mudou com o Acordo. A colocação do pronome em si é assunto de outro tópico do curso; aqui interessa apenas a grafia.
Hei de, hás de
O Acordo (Base XVII) determina que não se emprega hífen na ligação da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: escreve-se hei de, hás de, há de, hão de. As formas de mais de uma sílaba também se escrevem sem hífen: havemos de, haveis de. A preposição de é só um elemento de ligação ao infinitivo, como em hei de pagar. Não confunda com a mesóclise e a ênclise, que mantêm o hífen: pagá-lo-ei.
Sufixos de origem tupi
Com os sufixos -açu, -guaçu e -mirim, o hífen só se emprega quando o primeiro elemento termina em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção, como em Ceará-Mirim. É caso raro, mas aparece em nomes de lugares.
Divisão no fim da linha
Quando a quebra de linha coincide com um hífen da palavra composta ou da combinação de palavras, o Acordo (Base XX) manda repetir o hífen no início da linha seguinte, “por clareza gráfica”: vice- e, na linha de baixo, -almirante; guarda- e -chuva. Assim, o leitor entende que o hífen faz parte da grafia, e não é mero sinal de quebra.
Aplicação: do comunicado à carta
Os dois casos mostram como aplicar a ordem de conferência em textos reais: primeiro o prefixo, depois o h, a vogal repetida e o r ou s.
🧭 Revisão
O que você precisa lembrar
- Com prefixos, olhe a emenda: palavra com h e vogal igual pedem hífen (anti-higiênico, micro-ondas); vogal diferente se junta (autoescola); r e s se juntam e dobram (antirreligioso, antissocial); as demais consoantes se juntam (microcrédito).
- Prefixo terminado em consoante se junta a vogal ou consoante (interagir, supermercado), salvo hiper-, inter- e super- diante de r (inter-regional).
- Levam hífen sempre: ex-, vice-, recém-, além-, aquém-, sem-; e pós-, pré-, pró- tônicos, com acento. Os átonos se juntam (prever, pospor).
- O prefixo co- se junta (cooperar, cossignatário); des-, in- e re- eliminam o h (desumano, inábil, reidratar).
- Compostos por justaposição levam hífen (guarda-chuva, segunda-feira); locuções, em regra, não (fim de semana, dia a dia), salvo exceções como cor-de-rosa e pé-de-meia.
- Há hífen na ênclise e na mesóclise (fazê-lo, dar-lhe-ei) e em topônimos com grã-, forma verbal ou artigo, e em espécies de plantas e animais; hei de e hás de não levam hífen.
✍️ Exercícios de revisão
Nível 1 · Recordar
Enuncie as quatro situações de emenda que decidem a grafia de um prefixo diante de uma palavra, na ordem do fluxograma.
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Primeiro, verifica-se se o prefixo tem regra própria. Depois: (1) palavra começada por h, com hífen; (2) mesma vogal na emenda, com hífen; (3) prefixo em vogal e palavra começada por r ou s, junta e dobra a consoante; (4) nos demais casos, as letras se juntam, sem hífen.
Cite três prefixos que levam hífen sempre, diante de qualquer letra.
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Por exemplo, ex- (ex-gerente), vice- (vice-presidente) e recém- (recém-nascido). Também levam hífen sempre além-, aquém- e sem-.
Qual é a grafia atual de hei-de e de mão-de-obra?
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Escrevem-se hei de (sem hífen, conforme a Base XVII) e mão de obra (locução sem hífen, no Brasil, depois do Acordo).
Diante de que letra os prefixos hiper-, inter- e super- exigem hífen? Dê um exemplo para cada um.
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Diante de r: hiper-requintado, inter-regional e super-resistente. Diante de outras letras, juntam-se: hiperativo, interagir, supermercado.
Nível 2 · Compreender
Explique por que se escreve anti-higiênico e antirreligioso, ambos com o prefixo anti-.
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O que muda é a letra inicial da segunda palavra. Diante de h, o prefixo leva hífen, que marca a emenda com a letra muda. Diante de r, o prefixo terminado em vogal se junta à palavra, e o r dobra para preservar o som forte: antirreligioso. A mesma lógica vale para o s (antissocial).
Explique a diferença de grafia entre pré-natal e predeterminar.
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Em pré-natal, pré- é tônico (tem acento gráfico), pronunciado com vida própria, e leva hífen mesmo diante de consoante. Em predeterminar, pre- é átono, sem acento, e se junta à palavra. O acento gráfico do prefixo é o sinal para o hífen.
Por que cooperar se escreve sem hífen se o prefixo termina em o e a palavra começa por o?
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Porque o prefixo co- tem regra própria: junta-se à palavra, mesmo diante de o. A regra geral da vogal igual (micro-ondas) não vale para ele. O mesmo ocorre com coordenar e, diante de s, com a dobra em cossignatário.
Diferencie palavra composta e locução quanto ao hífen e dê um exemplo de cada.
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O composto por justaposição, sem elemento de ligação, leva hífen: guarda-chuva, segunda-feira. A locução, em geral formada com preposição, escreve-se sem hífen: fim de semana, cão de guarda. Há poucas exceções consagradas, como cor-de-rosa e pé-de-meia.
Nível 3 · Aplicar
Uma escriturária precisa corrigir o aviso: “O super-mercado ao lado da agência tem auto-atendimento e ante-sala para clientes.” Corrija e indique a regra.
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A versão correta: “O supermercado ao lado da agência tem autoatendimento e antessala para clientes.” Em supermercado, o prefixo termina em consoante e a palavra começa por consoante: junta. Em autoatendimento, vogais diferentes (o e a) se juntam. Em antessala, o prefixo termina em vogal e a palavra começa por s: junta e dobra.
Decida a grafia correta e justifique: (a) antiinflamatório / anti-inflamatório; (b) exfuncionário / ex-funcionário; (c) posgraduação / pós-graduação; (d) coocupante / co-ocupante.
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(a) anti-inflamatório: mesma vogal i na emenda, com hífen. (b) ex-funcionário: ex- leva hífen sempre. (c) pós-graduação: pós- tônico leva hífen. (d) coocupante: co- se junta, mesmo diante de o.
Classifique cada item como “com hífen”, “junta” ou “junta e dobra”: micro + ondas; infra + estrutura; ultra + som; super + homem; contra + regra.
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Micro-ondas: com hífen (mesma vogal o). Infraestrutura: junta (vogais diferentes). Ultrassom: junta e dobra (vogal + s). Super-homem: com hífen (palavra com h). Contrarregra: junta e dobra (vogal + r).
Num ofício, lê-se: “Hás-de entregar o dossiê, e o gerente far-se-á presente.” Decida o que está certo e o que está errado quanto ao hífen.
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O trecho hás-de está errado: com o Acordo, escreve-se hás de, sem hífen. O trecho far-se-á está certo, pois o pronome na mesóclise se liga ao verbo por hífens.
Ao digitar um contrato, um escriturário viu a palavra vice-presidente ser quebrada no fim da linha, exatamente no hífen. Decida como a palavra deve aparecer nas duas linhas e justifique.
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Escreve-se vice- no fim da primeira linha e -presidente no início da segunda. Quando a quebra coincide com o hífen da palavra composta, o Acordo (Base XX) manda repetir o hífen no início da linha seguinte, para que o leitor saiba que o hífen faz parte da grafia, e não é mero sinal de divisão.
Nível 4 · Analisar
Um colega afirma: “Prefixo terminado em vogal e palavra começada por vogal sempre se escrevem com hífen.” Examine a afirmação com autoescola, micro-ondas e cooperar e aponte onde há erro.
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A afirmação generaliza. O hífen aparece em micro-ondas, que tem a mesma vogal na emenda. Em autoescola, as vogais são diferentes, e a grafia é junta. Em cooperar, as vogais são iguais, mas co- tem regra própria e se junta. A regra correta tem duas condições (mesma vogal e prefixo sem regra própria).
Compare inter-regional, intermunicipal e interagir. Explique por que apenas um leva hífen.
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O prefixo inter- exige hífen diante de r (inter-regional). Diante de m (intermunicipal) e de vogal (interagir), as letras se juntam. O critério combina o prefixo e a letra que começa a segunda palavra: inter- tem regra própria, mas ela só pede hífen diante de r.
Leia o comunicado: “O ex-presidente do comitê e o vice-diretor apresentaram aos funcionários recém-contratados o programa de pós-graduação e o dia-a-dia da agência.” Aponte os desvios e justifique.
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O único desvio é dia-a-dia, que deve ser escrito dia a dia, pois a locução perdeu o hífen com o Acordo. Estão corretos ex-presidente (hífen sempre), vice-diretor (hífen sempre), recém-contratados (hífen sempre) e pós-graduação (prefixo tônico).
Julgue a afirmação: “Como o Acordo aboliu o hífen de mão-de-obra, aboliu também o de cor-de-rosa e de pé-de-meia.” Mostre o erro de raciocínio.
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A afirmação trata como iguais casos distintos. Mão de obra é locução comum e perdeu os hifens; cor-de-rosa e pé-de-meia pertencem à lista de exceções consagradas pelo uso e conservam o hífen. A diferença entre regra e exceção é justamente o que se cobra.
Você concluiu o estudo sobre o emprego do hífen. No próximo tópico, avançaremos para a acentuação gráfica e veremos como a posição da sílaba tônica e a terminação da palavra decidem quando o acento é obrigatório. Continue firme nos estudos!
Os casos apresentados são hipotéticos, elaborados para fins didáticos.