CONINF 01.02 – Componentes e Dispositivos de Rede

INFORMÁTICA · REDES

Componentes e dispositivos de rede

Bem-vindo ao Leão Educação. Preparamos esta aula para guiar você, passo a passo, no aprendizado dos componentes e dispositivos de rede. Ao longo desta aula, vamos construir juntos uma base sólida em redes de computadores, com teoria, exemplos práticos e exercícios aplicados às questões de informática dos concursos públicos.

📖 Teoria e casos
🖼️ Ilustrações
✍️ Exercícios de revisão

🎯 Objetivo e mensagem central

Este tópico depende das noções de topologia e de broadcast vistas nos conceitos fundamentais de redes: lembre que, na estrela, todos os nós se ligam a um equipamento central, e que broadcast é a mensagem enviada a todos os nós da rede local. Ao final, você será capaz de reconhecer cada componente físico de uma rede, escolher o meio de transmissão adequado a uma situação e, principalmente, distinguir a função de hub, switch, roteador, ponto de acesso e modem, que é o ponto mais cobrado do assunto.

Para que isso serve? Quando a rede da sua seção falhar, saber o papel de cada caixa piscando no rack ajuda a descrever o problema ao suporte. Na prova, as alternativas costumam trocar as funções desses equipamentos, e só quem sabe o que cada um lê consegue separar a certa das erradas.

Placa de rede e endereço físico

Todo dispositivo que se conecta a uma rede precisa de uma interface de rede, chamada de placa de rede, adaptador de rede ou NIC (Network Interface Card). Nos computadores atuais, ela costuma vir integrada à placa-mãe; nos celulares e notebooks, há interfaces sem fio para Wi-Fi e Bluetooth. Um mesmo aparelho pode ter várias interfaces: o notebook do escriturário pode ter uma porta de cabo e uma interface Wi-Fi ao mesmo tempo.

Cada interface recebe de fábrica um endereço MAC (Media Access Control), também chamado de endereço físico. Ele tem 48 bits, escritos em 12 dígitos hexadecimais, geralmente separados em pares, como 3C-52-82-1A-7F-09. A primeira metade identifica o fabricante, e a segunda identifica a placa. O endereço MAC é usado para entregar dados dentro da mesma rede local.

Meios de transmissão guiados

Os meios de transmissão se dividem em guiados, em que o sinal percorre um caminho físico (cabo ou fibra), e não guiados, em que o sinal se propaga pelo ar. Comece pelos guiados, que formam a estrutura das redes locais.

Par trançado

O cabo de par trançado é o mais usado nas redes locais. Ele tem quatro pares de fios de cobre, e cada par é trançado para reduzir a interferência eletromagnética e a interferência de um par sobre o outro, chamada diafonia. O conector padrão é o RJ-45, maior que o conector RJ-11 do telefone fixo. Há duas versões principais: o UTP (Unshielded Twisted Pair), sem blindagem, mais barato e comum em escritórios, e o STP (Shielded Twisted Pair), com blindagem metálica, indicado para ambientes com muito ruído elétrico, como áreas industriais.

Os cabos são classificados em categorias, e quanto maior a categoria, maior a frequência suportada e, em geral, a velocidade. As redes de escritório atuais usam, no mínimo, as categorias 5e e 6. O comprimento máximo recomendado de um segmento de par trançado em redes Ethernet é de 100 metros; distâncias maiores pedem um equipamento intermediário ou outro meio.

Cabo coaxial

O cabo coaxial tem um condutor central de cobre, envolto por isolante, por uma malha metálica e por uma capa externa. Foi muito usado nas primeiras redes locais, em topologia de barramento, e hoje aparece sobretudo nas redes de TV a cabo, que também levam internet às residências.

Fibra óptica

A fibra óptica transmite pulsos de luz por um filamento de vidro ou plástico. Por não usar sinal elétrico, ela é imune à interferência eletromagnética, alcança distâncias muito maiores e oferece taxas muito altas. A fibra monomodo tem núcleo finíssimo, usa laser e é indicada para longas distâncias, como enlaces entre cidades; a fibra multimodo tem núcleo mais largo, é mais barata e é usada em distâncias menores, como entre os andares de um prédio.

Comparação entre os meios guiados
Critério Par trançado Coaxial Fibra óptica
Sinal Elétrico Elétrico Luminoso
Interferência eletromagnética Sensível (menos no STP) Menos sensível, pela malha Imune
Distância Curta (segmento de até 100 m em Ethernet) Média Longa, especialmente a monomodo
Custo e instalação Baixo; instalação comum Médio Mais alto; exige mão de obra especializada
Uso típico Rede local de escritório e residência TV a cabo e acesso à internet Backbones, ligação entre prédios e cidades, acesso residencial por fibra

A tabela revela a lógica de escolha. Se o problema é distância ou interferência elétrica, a resposta tende a ser a fibra. Se o objetivo é ligar as estações de um andar com baixo custo, o par trançado resolve. O coaxial é a resposta quando o enunciado fala em TV a cabo ou em redes antigas em barramento.

Meios sem fio e o Wi-Fi

Nos meios não guiados, o sinal viaja por ondas eletromagnéticas. As tecnologias mais cobradas estão nos cartões abaixo.

Wi-Fi

Rede local sem fio (WLAN), padronizada pela família IEEE 802.11.

Bluetooth

Rede pessoal sem fio (WPAN), de curto alcance, para fones, teclados e relógios.

Infravermelho

Luz invisível de curtíssimo alcance, que exige alinhamento, como no controle remoto.

Telefonia celular

Redes de longa distância sem fio, como 4G e 5G, que levam dados aos celulares.

Satélite

Cobre áreas remotas, com latência maior nos satélites de órbita alta.

NFC

Comunicação por aproximação, de poucos centímetros, usada em pagamentos por aproximação.

O Wi-Fi merece atenção especial. Ele segue os padrões IEEE 802.11, que receberam letras ao longo do tempo (802.11b, g, a, n, ac, ax e be) e, mais recentemente, nomes comerciais em sequência, como Wi-Fi 4 (802.11n), Wi-Fi 5 (802.11ac), Wi-Fi 6 (802.11ax) e Wi-Fi 7 (802.11be). As faixas de frequência mais conhecidas são a de 2,4 GHz, de maior alcance e mais sujeita a interferência, e a de 5 GHz, mais rápida e de menor alcance; os padrões mais novos acrescentaram a faixa de 6 GHz. A rede local cabeada, por sua vez, segue o padrão IEEE 802.3, conhecido como Ethernet.

Toda rede Wi-Fi é identificada por um nome, o SSID, que aparece na lista de redes do celular. A proteção do tráfego sem fio depende do protocolo de segurança escolhido no roteador: o WEP é antigo e inseguro; o WPA2 ainda é muito usado; o WPA3 é o mais recente e recomendado. Esse tema é retomado quando o curso trata de segurança da informação.

Dispositivos de interconexão

Agora vem o núcleo do tópico. Os dispositivos de interconexão são classificados pela camada em que atuam, conceito que você vai estudar em detalhe no próximo tópico, com os modelos de referência. Por ora, basta uma ideia: a camada física cuida do sinal, a camada de enlace cuida da entrega dentro da rede local pelo endereço MAC, e a camada de rede cuida da entrega entre redes pelo endereço IP.

Dispositivos de interconexão: camada e função
Dispositivo Camada (modelo OSI) O que faz
Repetidor 1 · Física Regenera e amplifica o sinal para vencer distâncias maiores
Hub (concentrador) 1 · Física Repete o sinal recebido em uma porta para todas as outras portas
Ponte (bridge) 2 · Enlace Divide uma rede local em segmentos, filtrando pelo endereço MAC
Switch (comutador) 2 · Enlace Encaminha cada quadro apenas à porta do destino, consultando uma tabela de endereços MAC
Ponto de acesso (AP) 2 · Enlace Liga os dispositivos sem fio à rede cabeada
Roteador 3 · Rede Interliga redes diferentes e escolhe o caminho dos pacotes pelo endereço IP
Gateway Várias, até a 7 · Aplicação Ponto de saída de uma rede; no sentido estrito, traduz entre protocolos diferentes

A tabela mostra uma escada: quanto mais alta a camada, mais “inteligente” o equipamento. O hub não lê nada, apenas repete. O switch lê o endereço MAC de destino e aprende, a cada quadro recebido, qual aparelho está em qual porta, montando sua tabela. O roteador lê o endereço IP e consulta uma tabela de rotas para decidir para onde enviar o pacote. Compare na Figura 1 o comportamento do hub e do switch diante do mesmo envio.

Dois painéis lado a lado. À esquerda, um hub recebe um envio do computador A e repete o sinal para os computadores B, C e D. À direita, um switch recebe o mesmo envio do computador A e o entrega apenas ao computador C, que é o destino
Figura 1. O hub repete para todos; o switch entrega só ao destino, o que reduz colisões e impede que as outras estações recebam o tráfego alheio.

Essa diferença tem consequências que as bancas exploram. No hub, todas as portas compartilham o mesmo meio, formando um único domínio de colisão, e a comunicação é half-duplex. No switch, cada porta é um domínio de colisão separado e pode operar em full-duplex, o que melhora o desempenho. Além disso, como o hub repete tudo para todos, qualquer estação pode capturar o tráfego das outras; o switch reduz esse risco. Por isso, o hub está praticamente extinto.

Há, porém, algo que o switch comum não separa: o broadcast. Uma mensagem enviada “para todos” é repassada a todas as portas do switch. Quem separa domínios de broadcast é o roteador, que não repassa esse tipo de mensagem de uma rede para outra. Existem também switches mais sofisticados, chamados de switches de camada 3, que acumulam funções de roteamento, e recursos como as VLANs, que dividem logicamente um switch em redes separadas.

Modem e roteador doméstico

O modem (modulador-demodulador) converte o sinal digital do computador no tipo de sinal que o meio do provedor transporta, e vice-versa: sinal da linha telefônica no ADSL, sinal do cabo coaxial na TV a cabo, sinal de luz na fibra. Na fibra até a residência, o equipamento que faz a conversão é chamado de terminal de rede óptica (ONT).

O aparelho que o provedor instala na casa do cidadão costuma ser um “tudo em um”: modem, roteador, switch de poucas portas e ponto de acesso Wi-Fi no mesmo gabinete. Ele também distribui endereços IP automaticamente aos aparelhos da casa e traduz esses endereços internos para o único endereço público que o provedor fornece, assuntos que você verá no próximo tópico. Na prova, porém, cada função é cobrada separadamente, e você deve reconhecê-la pelo nome. Observe na Figura 2 como esses equipamentos se organizam em uma rede típica de agência.

Diagrama de uma rede local: estações de trabalho, uma impressora e um servidor ligados por cabos a um switch; um ponto de acesso sem fio ligado ao switch atende dois notebooks; o switch se liga a um roteador, que se liga a um modem e, por fim, a uma nuvem que representa a internet
Figura 2. Dentro da rede local, o switch e o ponto de acesso conectam os aparelhos; o roteador é a porta de saída para outras redes, e o modem adapta o sinal ao meio do provedor.

Repare, na figura, que o roteador fica na fronteira entre a rede local e o mundo externo. Por isso, nas configurações de rede de um computador, o endereço do roteador aparece como gateway padrão: é para ele que a estação envia tudo o que não pertence à rede local.

🧭 Revisão

O que você precisa lembrar

  • A placa de rede tem um endereço MAC de 48 bits (físico, para entrega na rede local); o IP é lógico e serve para localizar o destino entre redes.
  • Par trançado (UTP/STP, conector RJ-45, segmento de até 100 m em Ethernet) domina as redes locais; a fibra óptica é imune a interferência e vence longas distâncias; o coaxial ficou na TV a cabo.
  • Wi-Fi segue o IEEE 802.11 (rede local sem fio); Ethernet segue o IEEE 802.3; WEP é inseguro, WPA2 e WPA3 são os recomendados.
  • Hub e repetidor atuam na camada física; switch, ponte e ponto de acesso na de enlace; roteador na de rede.
  • Hub repete para todas as portas; switch entrega só à porta do destino; roteador interliga redes e separa domínios de broadcast.
  • O modem converte o sinal para o meio do provedor; o roteador doméstico costuma reunir modem, switch e ponto de acesso, e é o gateway padrão da rede.

✍️ Exercícios de revisão

Nível 1 · Recordar

QUESTÃO 1 · RECORDAR

Identifique o tamanho do endereço MAC e a parte que indica o fabricante.

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O endereço MAC tem 48 bits, escritos em 12 dígitos hexadecimais. A primeira metade identifica o fabricante da interface, e a segunda identifica a placa específica.

QUESTÃO 2 · RECORDAR

Liste o conector padrão do par trançado e o comprimento máximo recomendado de um segmento em redes Ethernet.

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O conector é o RJ-45, e o segmento de par trançado não deve passar de 100 metros. Para distâncias maiores, usa-se um equipamento intermediário ou outro meio, como a fibra óptica.

QUESTÃO 3 · RECORDAR

Identifique a camada do modelo OSI em que atuam o hub, o switch e o roteador.

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Hub: camada 1, física. Switch: camada 2, enlace. Roteador: camada 3, rede.

QUESTÃO 4 · RECORDAR

Indique a família de padrões IEEE do Wi-Fi e a da Ethernet cabeada.

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Wi-Fi: IEEE 802.11. Ethernet: IEEE 802.3. As bancas costumam trocar os dois números nas alternativas.

Nível 2 · Compreender

QUESTÃO 5 · COMPREENDER

Explique, com uma comparação do cotidiano, a diferença entre endereço MAC e endereço IP.

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O MAC é um endereço físico, ligado à interface de rede, usado para entregar dados dentro da rede local; ele acompanha o aparelho. O IP é lógico, depende da rede em que o aparelho está e serve para localizar o destino entre redes. É como a diferença entre o documento de identidade, que acompanha a pessoa, e o endereço residencial, que muda quando ela se muda.

QUESTÃO 6 · COMPREENDER

Explique por que a fibra óptica é indicada para ambientes com forte interferência eletromagnética.

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A fibra transmite pulsos de luz, e não sinais elétricos. A interferência eletromagnética, causada por motores, geradores e cabos de energia, afeta condutores de cobre, mas não a luz que trafega no vidro. Por isso a fibra é imune a esse tipo de interferência.

QUESTÃO 7 · COMPREENDER

Diferencie hub e switch quanto ao destino dos quadros, ao domínio de colisão e ao modo de transmissão.

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O hub repete cada sinal para todas as portas; todas formam um único domínio de colisão e a comunicação é half-duplex. O switch consulta sua tabela de endereços MAC e entrega o quadro apenas à porta do destino; cada porta é um domínio de colisão separado e pode operar em full-duplex.

QUESTÃO 8 · COMPREENDER

Explique por que se diz que o roteador separa domínios de broadcast e o switch comum não.

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O switch repassa mensagens de broadcast para todas as suas portas, porque elas são destinadas a todos os nós da rede local; assim, todos os aparelhos ligados a ele formam um só domínio de broadcast. O roteador não repassa o broadcast de uma rede para outra, porque ele interliga redes diferentes e encaminha pacotes por endereço IP. Cada interface do roteador delimita, portanto, um domínio de broadcast.

QUESTÃO 9 · COMPREENDER

Explique a função do modem e por que o equipamento do provedor costuma ser chamado, de forma imprecisa, apenas de “modem”.

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O modem converte o sinal digital do computador no sinal adequado ao meio do provedor (telefone, cabo coaxial ou luz da fibra) e faz a conversão inversa na recepção. O aparelho instalado pelo provedor costuma reunir, no mesmo gabinete, modem, roteador, switch e ponto de acesso Wi-Fi; o nome popular “modem” designa só uma dessas funções.

Nível 3 · Aplicar

QUESTÃO 10 · APLICAR

Decida o meio de transmissão mais adequado para cada situação: (a) ligar vinte estações de um andar a um switch; (b) ligar dois prédios distantes 2 km; (c) conectar um fone ao celular; (d) levar internet a uma fazenda isolada, sem cabos nem cobertura celular.

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(a) Par trançado, barato e adequado a distâncias curtas. (b) Fibra óptica, preferencialmente monomodo, pela distância. (c) Bluetooth, tecnologia de rede pessoal sem fio. (d) Satélite, que cobre áreas remotas sem infraestrutura terrestre.

QUESTÃO 11 · APLICAR

Classifique o equipamento descrito: (a) recebe um quadro e o entrega somente à porta onde está o computador de destino; (b) permite que notebooks sem cabo acessem a rede cabeada da agência; (c) recebe pacotes da rede local e os encaminha para a rede do provedor, escolhendo o caminho pelo endereço IP; (d) regenera o sinal enfraquecido para que ele alcance um ponto mais distante.

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(a) Switch. (b) Ponto de acesso (AP). (c) Roteador. (d) Repetidor. Repare que cada descrição traz o verbo-chave: entregar à porta certa, ligar sem fio ao cabeado, escolher caminho por IP, regenerar sinal.

QUESTÃO 12 · APLICAR

Um cidadão consegue ver o nome da sua rede Wi-Fi e se conectar a ela, mas nenhum site abre, nem no celular nem no notebook. Decida qual trecho provavelmente está com problema e justifique.

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O trecho sem fio entre os aparelhos e o ponto de acesso está funcionando, porque ambos se conectam ao SSID. O problema provavelmente está depois do ponto de acesso: no modem, no roteador ou no próprio provedor. Estar conectado ao Wi-Fi não garante acesso à internet, já que o Wi-Fi é apenas a rede local sem fio.

QUESTÃO 13 · APLICAR

Ao configurar o roteador de casa, uma pessoa encontra as opções WEP, WPA2 e WPA3. Decida qual escolher e qual evitar, justificando.

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A escolha preferencial é o WPA3, o protocolo mais recente; se algum aparelho da casa não o suportar, o WPA2 é a alternativa aceitável. O WEP deve ser evitado, porque é antigo e pode ser quebrado com facilidade, expondo a rede e o tráfego.

Nível 4 · Analisar

QUESTÃO 14 · ANALISAR

Uma repartição tem um único switch com quarenta estações e reclama que o excesso de mensagens de broadcast prejudica o desempenho. Um técnico sugere trocar o switch por outro mais rápido; outro sugere dividir as estações em duas redes ligadas por um roteador (ou separadas por VLANs). Analise qual proposta ataca a causa do problema.

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O switch comum repassa o broadcast a todas as portas, então as quarenta estações formam um só domínio de broadcast, e cada mensagem desse tipo chega a todas. Um switch mais rápido continuaria repassando o broadcast para todos; só aliviaria o sintoma. Dividir em duas redes separadas por roteador, ou em VLANs, cria dois domínios de broadcast menores, e cada mensagem passa a alcançar só metade das estações. A segunda proposta ataca a causa.

QUESTÃO 15 · ANALISAR

Analise a afirmação: “O roteador doméstico é um único dispositivo de camada 3; portanto, ele não trabalha com endereços MAC nem com sinais físicos”. Decomponha as funções do aparelho e critique a conclusão.

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O aparelho doméstico reúne várias funções: modem (conversão do sinal físico para o meio do provedor), switch de poucas portas e ponto de acesso (camada de enlace, com endereços MAC) e roteador propriamente dito (camada de rede, com endereços IP). A conclusão está errada porque toma o nome comercial do gabinete pela função de apenas uma de suas partes. Na prova, cada função deve ser analisada separadamente.

Você concluiu o estudo sobre os componentes e dispositivos de rede. No próximo tópico, avançaremos para os protocolos de rede, onde veremos as camadas dos modelos OSI e TCP/IP, os endereços IP e as regras que permitem a navegação, a resolução de nomes e a troca de arquivos. Continue firme nos estudos!

Os casos apresentados são hipotéticos, elaborados para fins didáticos.