O Novo Acordo Ortográfico
Bem-vindo ao Leão Educação. Preparamos esta aula para guiar você, passo a passo, no aprendizado de ortografia oficial, com foco no Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Ao longo desta aula, vamos construir juntos uma base sólida em ortografia, com teoria, exemplos práticos e exercícios aplicados às questões de língua portuguesa dos concursos públicos.
🎯 Objetivo e mensagem central
Nos tópicos anteriores, você viu como as letras e os sons se relacionam e como escolher a letra certa. Agora, o foco é uma pergunta que aparece com frequência nas provas de português: o que, exatamente, o Acordo Ortográfico mudou? Ao final, você será capaz de reconhecer a grafia antiga, apontar a regra que a substituiu e separar o que mudou do que sempre foi assim.
Para quê? Porque quem escreve em uma instituição responde pela forma do texto. Uma circular com idéia ou um ofício com freqüência mostra, à primeira vista, que o redator parou na grafia anterior. E, na prova, a banca costuma testar justamente a fronteira: palavras que perderam o acento ao lado de palavras que o mantiveram. Este tópico dá o panorama das cinco frentes de mudança; as regras completas do hífen e da acentuação ficam para os dois tópicos seguintes.
O que é o Acordo e quando passou a valer
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um tratado assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, com o objetivo de aproximar a escrita dos países de língua portuguesa. Para valer no Brasil, ele precisou ser promulgado por decreto presidencial. Isso ocorreu com o Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, que mandou executar e cumprir o texto do Acordo. O mesmo decreto estabeleceu que o Acordo produz efeitos a partir de 1º de janeiro de 2009 e previu um período de transição, em que a grafia anterior e a nova conviveram. O Decreto nº 7.875/2012 alterou o parágrafo único do art. 2º e levou o fim da transição para 31 de dezembro de 2015. Daí a conclusão: desde 1º de janeiro de 2016, a nova ortografia é a única obrigatória.
Art. 2º O referido Acordo produzirá efeitos somente a partir de 1º de janeiro de 2009.
Parágrafo único. A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida. (Redação dada pelo Decreto nº 7.875, de 2012)
Leia o dispositivo em duas partes. O caput fixa o início dos efeitos do Acordo no Brasil. O parágrafo único cria a transição: até 31 de dezembro de 2015, as duas grafias eram aceitas. A expressão “norma ortográfica atualmente em vigor” refere-se à grafia vigente quando o decreto foi editado, isto é, a anterior ao Acordo. Na redação original, a transição terminava em 31 de dezembro de 2012; o Decreto nº 7.875/2012 a estendeu por mais três anos. O esquema resume a sequência.
O Acordo mexe em poucos pontos, e todos cabem em cinco frentes: alfabeto, trema, acentos, hífen e maiúsculas e minúsculas. Observe a Figura 1: ela funciona como o mapa deste tópico, e cada ramo corresponde a uma das próximas seções.

Alfabeto e trema
Alfabeto: k, w e y
A Base I do Acordo fixa o alfabeto em 26 letras. As letras k, w e y foram incluídas, e o alfabeto passou de 23 para 26 letras. Elas não ganharam o direito de substituir outras: seu uso continua restrito a nomes próprios estrangeiros e seus derivados (Kant, Washington, byroniano), a siglas e símbolos (kg, km, W) e a unidades de medida internacionais. A classificação das letras e a soletração estão no tópico sobre o alfabeto; aqui, importa lembrar que a mudança foi de inclusão, e não de troca de grafia das palavras comuns.
Trema: abolido em palavras portuguesas
O trema (¨) marcava que o u depois de g ou q e antes de e ou i era pronunciado. A Base XIV o aboliu em palavras portuguesas e aportuguesadas. A pronúncia continua a mesma; só o sinal desapareceu. A tabela reúne os casos mais frequentes.
| Grafia anterior | Grafia atual | Observação |
|---|---|---|
| freqüência | frequência | o u é pronunciado |
| tranqüilo | tranquilo | o u é pronunciado |
| lingüiça | linguiça | o u é pronunciado |
| agüentar | aguentar | o u é pronunciado |
| cinqüenta | cinquenta | o u é pronunciado |
A tabela mostra que não houve mudança de letras, apenas a retirada do sinal. Quem lê linguiça sem o trema deve continuar pronunciando o u; o contexto e o conhecimento da palavra bastam. Há uma única permanência: o trema se mantém em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros que o têm, como mülleriano (de Müller) e hübneriano (de Hübner).
Acentos: o que deixou de existir e o que ficou
Esta é a frente em que mais se erra, porque o Acordo tirou o acento de algumas palavras e o manteve em outras muito parecidas. O caminho seguro é decorar o que saiu, que são poucos grupos, e tratar o restante como inalterado. A tabela reúne os grupos que perderam o acento.
| Situação | Antes | Agora |
|---|---|---|
| Ditongos ei e oi tônicos em paroxítonas | idéia, assembléia, heróico, jibóia | ideia, assembleia, heroico, jiboia |
| Hiato oo | vôo, enjôo | voo, enjoo |
| Hiato ee nas formas verbais em -eem | crêem, lêem, vêem, dêem | creem, leem, veem, deem |
| i ou u tônico depois de ditongo, em paroxítonas | feiúra, baiúca | feiura, baiuca |
| u tônico depois de g ou q e antes de e ou i, em arguir | argúi, argúem | argui, arguem |
| Acento diferencial em algumas homógrafas | pára (verbo), pêlo, pólo | para (verbo), pelo, polo |
Releia a tabela olhando a coluna da esquerda: o que há em comum entre os grupos? Em nenhum deles a retirada do acento mudou a pronúncia: saiu o sinal, e o som ficou. No caso dos diferenciais, o acento distinguia palavras que o contexto já separa. Quem lê “o gerente para o atendimento” sabe que para é verbo, e não preposição. Por isso, o acento diferencial foi retirado de para (verbo parar), pelo(s) e polo(s). Já os ditongos abertos ei e oi perderam o acento apenas nas paroxítonas; nas oxítonas e nos monossílabos tônicos com éi, éu e ói, o acento continua (papéis, herói, céu, dói).
| Mantido | Por quê | Compare com o que saiu |
|---|---|---|
| papéis, anéis, herói, chapéu, céu | ditongo aberto em oxítona ou monossílabo tônico | ideia, heroico (paroxítonas) |
| pôr (verbo) | distingue do por (preposição) | para (verbo), sem acento |
| pôde (pretérito) | distingue de pode (presente) | pelo, polo, sem acento |
| têm, vêm (plural) | distinguem de tem, vem (singular) | creem, veem, sem acento |
| fôrma (facultativo) | pode distinguir de forma | — |
Note como a segunda tabela é mais curta e mais “teimosa”: o que ficou é, quase sempre, uma distinção que o contexto não resolve com segurança, como pode e pôde (presente e pretérito), ou o plural têm contra o singular tem. Perceba também a armadilha das palavras irmãs: veem (verbo ver, eles) não leva acento, mas vêm (verbo vir, eles) leva, porque aqui o acento marca o plural, e não um hiato.
Hífen: o panorama
O hífen foi a frente de mudança mais ampla. As regras completas, com o fluxograma de decisão, estão no tópico seguinte. Por ora, reconheça as quatro ideias centrais desta frente: três sobre prefixos e uma sobre o verbo haver.
Prefixo terminado em vogal e palavra começada por vogal diferente: sem hífen, como aeroespacial e autoescola.
Prefixo terminado em vogal e palavra começada por r ou s: sem hífen e com a consoante dobrada, como antirreligioso e antissocial.
Palavra começada por h, ou vogal igual à final do prefixo: com hífen, como anti-higiênico e micro-ondas.
As formas monossilábicas do presente de haver ligadas à preposição de não levam hífen (Base XVII): hei de, hás de, hão de.
O que mais pesa para quem estuda é a primeira ideia, porque ela eliminou muitos hifens antigos: auto-escola virou autoescola e auto-aprendizagem, autoaprendizagem. Os prefixos ex-, vice- e pós-, entre outros, têm regras próprias e serão tratados no tópico do hífen.
Maiúsculas e minúsculas
A Base XIX organiza o uso da letra inicial. Em linhas gerais, a minúscula é o uso corrente, e a maiúscula fica reservada a nomes próprios, instituições, festas, siglas e poucos outros casos. O Acordo também deixou alguns casos como facultativos, e a prova gosta de perguntar justamente por eles. A tabela organiza a lista.
| Tratamento | Casos | Exemplos |
|---|---|---|
| Minúscula obrigatória | dias da semana, meses e estações do ano | segunda-feira, outubro, primavera |
| Minúscula obrigatória | fulano, sicrano e beltrano | fulano de tal |
| Minúscula obrigatória | pontos cardeais indicando direção (a abreviatura fica maiúscula) | norte, sul; abreviatura SW |
| Maiúscula obrigatória | antropônimos e topônimos, reais ou fictícios | Pedro Marques, Rio de Janeiro |
| Maiúscula obrigatória | instituições | Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previdência Social |
| Maiúscula obrigatória | festas e festividades | Natal, Páscoa, Todos os Santos |
| Maiúscula obrigatória | pontos cardeais usados como região | Nordeste, Ocidente |
| Maiúscula obrigatória | siglas, símbolos e abreviaturas regulamentadas | ONU, H2O, Sr. |
| Facultativa | formas de tratamento e nomes de santos | santa Filomena ou Santa Filomena |
| Facultativa | áreas do saber, cursos e disciplinas | português ou Português |
| Facultativa | logradouros, templos e edifícios | rua ou Rua da Liberdade |
| Facultativa | títulos de obras: após a primeira palavra, as demais podem ficar em minúscula, exceto os nomes próprios | O Senhor do Paço de Ninães ou O senhor do paço de Ninães |
Na hora da prova, comece perguntando se o caso é obrigatório ou facultativo: se é facultativo, as duas grafias estão certas, e uma alternativa que classifique uma delas como erro está errada. Se a palavra é dia, mês ou estação, a minúscula é obrigatória, e Outubro no meio da frase é desvio. A regra dos pontos cardeais pede atenção: a mesma palavra muda de letra conforme o sentido.
Aplicação: da circular à carta
As cinco frentes aparecem juntas em qualquer texto institucional. Os dois casos mostram como localizar a grafia antiga em um texto de trabalho e em um texto do dia a dia.
🧭 Revisão
O que você precisa lembrar
- O Acordo é o tratado de 1990, assinado em Lisboa; o Decreto nº 6.583/2008 o promulgou no Brasil, com efeitos desde 1º/1/2009. A transição terminou em 31/12/2015 (Decreto nº 7.875/2012), e só a nova grafia vale desde 1º/1/2016.
- As cinco frentes de mudança são alfabeto, trema, acentos, hífen e maiúsculas e minúsculas.
- O alfabeto passou de 23 para 26 letras, com k, w e y, de uso restrito a nomes estrangeiros e derivados, siglas, símbolos e unidades de medida.
- O trema foi abolido em palavras portuguesas (frequência, linguiça) e permanece em derivados de nomes próprios estrangeiros (mülleriano).
- Perderam o acento: ei e oi tônicos em paroxítonas (ideia, heroico); oo (voo); -eem (creem); i e u tônicos depois de ditongo em paroxítonas (feiura); argui; e o diferencial de para (verbo), pelo e polo.
- Mantiveram o acento: oxítonas e monossílabos tônicos com éi, éu, ói (papéis, herói, céu), pôr, pôde, têm e vêm (plural), e, facultativamente, fôrma.
- Minúscula para dias, meses, estações e pontos cardeais como direção; maiúscula para nomes próprios, instituições, festas, siglas e pontos cardeais como região; vários casos são facultativos (disciplinas, logradouros, formas de tratamento).
✍️ Exercícios de revisão
Nível 1 · Recordar
Identifique o ato que promulgou o Acordo Ortográfico no Brasil e informe a data a partir da qual ele produz efeitos e a data em que terminou o período de transição.
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O ato é o Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008. O Acordo produz efeitos a partir de 1º de janeiro de 2009, e a transição, ampliada pelo Decreto nº 7.875/2012, terminou em 31 de dezembro de 2015. A partir de 1º de janeiro de 2016, só a nova ortografia é obrigatória.
Liste as cinco frentes de mudança do Acordo estudadas neste tópico.
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Alfabeto (inclusão de k, w e y), trema (abolido), acentos (supressão em alguns grupos), hífen (mudanças no uso com prefixos) e maiúsculas e minúsculas (Base XIX).
Quantas letras tem o alfabeto, e em que situações k, w e y são empregadas?
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O alfabeto tem 26 letras. As letras k, w e y são empregadas em nomes próprios estrangeiros e seus derivados (Washington, byroniano), em siglas e símbolos e em unidades de medida internacionais (kg, km). Não substituem letras de palavras comuns.
Em que caso o trema continua sendo usado após o Acordo?
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Em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros que o possuem, como mülleriano (de Müller) e hübneriano (de Hübner). Em palavras portuguesas, como frequência e linguiça, ele foi abolido.
Nível 2 · Compreender
Explique a diferença entre o Acordo Ortográfico e o Decreto nº 6.583/2008.
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O Acordo é o tratado internacional de 1990, que contém as regras ortográficas, organizadas em Bases. O decreto é o ato do Poder Executivo brasileiro que promulgou o tratado, mandou cumpri-lo e fixou quando ele passa a produzir efeitos. Em resumo: as regras estão no Acordo, e a vigência no Brasil decorre do decreto.
Por que ideia perdeu o acento e papéis o conservou, se ambas têm um ditongo aberto?
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O que decide é a posição da sílaba tônica. Ideia é paroxítona, e nas paroxítonas os ditongos ei e oi tônicos deixaram de ser acentuados. Papéis é oxítona, e nas oxítonas os ditongos abertos éi, éu e ói continuam acentuados, como em herói e chapéu.
Explique por que o acento diferencial foi retirado de para (verbo) e mantido em pôde.
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A retirada atingiu as homógrafas cuja distinção o contexto resolve, como o verbo para e a preposição para. Foram conservados alguns diferenciais de uso mais delicado: pôde (pretérito) se distingue de pode (presente), duas formas do mesmo verbo que podem aparecer no mesmo contexto. O acento, nesse caso, marca o tempo verbal.
Explique por que veem (verbo ver) não tem acento e vêm (verbo vir) tem.
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Em veem, o acento marcava apenas o hiato ee, e o Acordo o retirou das formas em -eem. Em vêm, o acento tem outra função: distingue o plural do singular vem. Por isso a mesma regra não atinge têm e vêm.
Explique, com um exemplo, a diferença entre usar norte e Norte em um texto.
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Com minúscula, o ponto cardeal indica direção: “a agência fica ao norte da praça”. Com maiúscula, designa uma região, usada de modo absoluto: “o gerente viajou para o Nordeste“. A abreviatura (N, SW) leva sempre maiúscula.
Nível 3 · Aplicar
Uma escriturária recebeu o rascunho: “A freqüência das reuniões é tranqüila, e a diretoria crê na idéia.” Corrija o texto conforme o Acordo e indique a regra aplicada a cada palavra.
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A versão correta é: “A frequência das reuniões é tranquila, e a diretoria crê na ideia.” Em frequência e tranquila, o trema foi abolido. Em ideia, o ditongo ei tônico de paroxítona perdeu o acento. Crê permanece com acento: é a terceira pessoa do singular do verbo crer, e a regra que eliminou o acento atinge só a forma plural creem.
Assinale, em cada par, a grafia adequada ao Acordo: (a) heróico / heroico; (b) enjôo / enjoo; (c) papeis / papéis; (d) argúem / arguem; (e) pêlo / pelo.
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(a) heroico, paroxítona com oi tônico. (b) enjoo, pois o hiato oo perdeu o circunflexo. (c) papéis, oxítona com ditongo aberto, que mantém o acento. (d) arguem, forma de arguir sem acento no u. (e) pelo, porque o acento diferencial foi abolido.
Corrija o uso de maiúsculas e minúsculas e justifique: “No mês de Dezembro, na Quarta-feira anterior ao natal, a agência fechará mais cedo.”
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A versão correta é: “No mês de dezembro, na quarta-feira anterior ao Natal, a agência fechará mais cedo.” Meses e dias da semana levam minúscula; o nome da festividade Natal leva maiúscula.
Um aluno escreveu “as aulas de Português são na rua das Acácias” e outro escreveu “as aulas de português são na Rua das Acácias”. Decida qual dos dois cometeu erro à luz da Base XIX.
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Nenhum dos dois errou. Os nomes de disciplinas e os de logradouros admitem maiúscula ou minúscula, de modo facultativo, e as duas formas estão corretas. O erro só existiria em casos de obrigatoriedade, como Outubro ou Segunda-feira no meio da frase.
Um cliente preencheu um formulário com auto-escola, anti-social, anti-religioso e anti-higiênico. Reescreva cada palavra conforme o Acordo e indique a ideia do hífen aplicada.
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Autoescola: prefixo terminado em vogal diante de vogal diferente, sem hífen. Antissocial e antirreligioso: prefixo terminado em vogal diante de s ou r, sem hífen e com a consoante dobrada. Anti-higiênico permanece com hífen, porque a palavra começa por h.
Nível 4 · Analisar
Um gerente afirma: “Depois do Acordo, nenhuma palavra com ditongo aberto leva acento.” Examine a afirmação com os exemplos ideia, herói, chapéu e jiboia e aponte onde está o erro.
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A afirmação generaliza demais. Ideia e jiboia são paroxítonas e perderam o acento no ditongo ei e oi. Herói e chapéu são oxítonas, e o acento no ditongo aberto ói e éu permanece. O critério é a posição da sílaba tônica; o fato de o ditongo ser aberto, sozinho, não decide.
Leia o comunicado: “A pesquiza da ouvidoria mostra que a freqüência de reclamações pára de crescer em Janeiro.” Separe os desvios que decorrem do Acordo dos que não decorrem e explique.
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Decorrem do Acordo: freqüência (trema abolido: frequência), pára (acento diferencial retirado: para) e Janeiro (mês com minúscula: janeiro). Não decorre do Acordo: pesquiza, desvio de emprego de letras, já que a família de pesquisar pede s: pesquisa.
Julgue a afirmação: “Segundo a Base XIX, é obrigatório escrever Santa Filomena com inicial maiúscula e Nordeste, em ‘viajou para o Nordeste’, com minúscula.” Verifique cada parte e indique se há acerto ou erro.
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A afirmação está errada nas duas partes. Para os nomes de santos, a maiúscula é facultativa: santa Filomena ou Santa Filomena. Para Nordeste, usado como região, a maiúscula é obrigatória; a minúscula valeria se o ponto cardeal indicasse apenas direção, como em “ao norte da praça”.
Você concluiu o estudo sobre o Novo Acordo Ortográfico. No próximo tópico, avançaremos para o emprego do hífen e veremos como o encontro entre prefixo e palavra decide se o hífen entra, se as letras se juntam ou se o r e o s se dobram. Continue firme nos estudos!
Os casos apresentados são hipotéticos, elaborados para fins didáticos.