CONPOR 01.03 – O Novo Acordo Ortográfico

PORTUGUÊS · ORTOGRAFIA

O Novo Acordo Ortográfico

Bem-vindo ao Leão Educação. Preparamos esta aula para guiar você, passo a passo, no aprendizado de ortografia oficial, com foco no Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Ao longo desta aula, vamos construir juntos uma base sólida em ortografia, com teoria, exemplos práticos e exercícios aplicados às questões de língua portuguesa dos concursos públicos.

📖 Teoria e casos
📜 Legislação
🖼️ Infográfico
✍️ Exercícios de revisão

🎯 Objetivo e mensagem central

Nos tópicos anteriores, você viu como as letras e os sons se relacionam e como escolher a letra certa. Agora, o foco é uma pergunta que aparece com frequência nas provas de português: o que, exatamente, o Acordo Ortográfico mudou? Ao final, você será capaz de reconhecer a grafia antiga, apontar a regra que a substituiu e separar o que mudou do que sempre foi assim.

Para quê? Porque quem escreve em uma instituição responde pela forma do texto. Uma circular com idéia ou um ofício com freqüência mostra, à primeira vista, que o redator parou na grafia anterior. E, na prova, a banca costuma testar justamente a fronteira: palavras que perderam o acento ao lado de palavras que o mantiveram. Este tópico dá o panorama das cinco frentes de mudança; as regras completas do hífen e da acentuação ficam para os dois tópicos seguintes.

O que é o Acordo e quando passou a valer

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um tratado assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, com o objetivo de aproximar a escrita dos países de língua portuguesa. Para valer no Brasil, ele precisou ser promulgado por decreto presidencial. Isso ocorreu com o Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, que mandou executar e cumprir o texto do Acordo. O mesmo decreto estabeleceu que o Acordo produz efeitos a partir de 1º de janeiro de 2009 e previu um período de transição, em que a grafia anterior e a nova conviveram. O Decreto nº 7.875/2012 alterou o parágrafo único do art. 2º e levou o fim da transição para 31 de dezembro de 2015. Daí a conclusão: desde 1º de janeiro de 2016, a nova ortografia é a única obrigatória.

DECRETO Nº 6.583/2008 · ART. 2º

Art. 2º O referido Acordo produzirá efeitos somente a partir de 1º de janeiro de 2009.

Parágrafo único. A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida. (Redação dada pelo Decreto nº 7.875, de 2012)

Leia o dispositivo em duas partes. O caput fixa o início dos efeitos do Acordo no Brasil. O parágrafo único cria a transição: até 31 de dezembro de 2015, as duas grafias eram aceitas. A expressão “norma ortográfica atualmente em vigor” refere-se à grafia vigente quando o decreto foi editado, isto é, a anterior ao Acordo. Na redação original, a transição terminava em 31 de dezembro de 2012; o Decreto nº 7.875/2012 a estendeu por mais três anos. O esquema resume a sequência.

1. Assinatura16/12/1990, em Lisboa: o Acordo é firmado como tratado.
2. PromulgaçãoDecreto nº 6.583, de 29/9/2008, com efeitos a partir de 1º/1/2009.
3. Fim da transição31/12/2015, conforme o Decreto nº 7.875/2012. Desde 1º/1/2016, só vale a nova grafia.

O Acordo mexe em poucos pontos, e todos cabem em cinco frentes: alfabeto, trema, acentos, hífen e maiúsculas e minúsculas. Observe a Figura 1: ela funciona como o mapa deste tópico, e cada ramo corresponde a uma das próximas seções.

Infográfico com o título Acordo de 1990 no centro e cinco ramos: alfabeto, trema, acentos, hífen e maiúsculas, cada um com um exemplo.
Figura 1. As cinco frentes de mudança do Acordo. Observe que cada ramo traz um exemplo para você associar a frente à palavra.

Alfabeto e trema

Alfabeto: k, w e y

A Base I do Acordo fixa o alfabeto em 26 letras. As letras k, w e y foram incluídas, e o alfabeto passou de 23 para 26 letras. Elas não ganharam o direito de substituir outras: seu uso continua restrito a nomes próprios estrangeiros e seus derivados (Kant, Washington, byroniano), a siglas e símbolos (kg, km, W) e a unidades de medida internacionais. A classificação das letras e a soletração estão no tópico sobre o alfabeto; aqui, importa lembrar que a mudança foi de inclusão, e não de troca de grafia das palavras comuns.

Trema: abolido em palavras portuguesas

O trema (¨) marcava que o u depois de g ou q e antes de e ou i era pronunciado. A Base XIV o aboliu em palavras portuguesas e aportuguesadas. A pronúncia continua a mesma; só o sinal desapareceu. A tabela reúne os casos mais frequentes.

Trema: grafia anterior e grafia atual
Grafia anterior Grafia atual Observação
freqüência frequência o u é pronunciado
tranqüilo tranquilo o u é pronunciado
lingüiça linguiça o u é pronunciado
agüentar aguentar o u é pronunciado
cinqüenta cinquenta o u é pronunciado

A tabela mostra que não houve mudança de letras, apenas a retirada do sinal. Quem lê linguiça sem o trema deve continuar pronunciando o u; o contexto e o conhecimento da palavra bastam. Há uma única permanência: o trema se mantém em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros que o têm, como mülleriano (de Müller) e hübneriano (de Hübner).

Acentos: o que deixou de existir e o que ficou

Esta é a frente em que mais se erra, porque o Acordo tirou o acento de algumas palavras e o manteve em outras muito parecidas. O caminho seguro é decorar o que saiu, que são poucos grupos, e tratar o restante como inalterado. A tabela reúne os grupos que perderam o acento.

Acentos abolidos pelo Acordo
Situação Antes Agora
Ditongos ei e oi tônicos em paroxítonas idéia, assembléia, heróico, jibóia ideia, assembleia, heroico, jiboia
Hiato oo vôo, enjôo voo, enjoo
Hiato ee nas formas verbais em -eem crêem, lêem, vêem, dêem creem, leem, veem, deem
i ou u tônico depois de ditongo, em paroxítonas feiúra, baiúca feiura, baiuca
u tônico depois de g ou q e antes de e ou i, em arguir argúi, argúem argui, arguem
Acento diferencial em algumas homógrafas pára (verbo), pêlo, pólo para (verbo), pelo, polo

Releia a tabela olhando a coluna da esquerda: o que há em comum entre os grupos? Em nenhum deles a retirada do acento mudou a pronúncia: saiu o sinal, e o som ficou. No caso dos diferenciais, o acento distinguia palavras que o contexto já separa. Quem lê “o gerente para o atendimento” sabe que para é verbo, e não preposição. Por isso, o acento diferencial foi retirado de para (verbo parar), pelo(s) e polo(s). Já os ditongos abertos ei e oi perderam o acento apenas nas paroxítonas; nas oxítonas e nos monossílabos tônicos com éi, éu e ói, o acento continua (papéis, herói, céu, dói).

O que o Acordo manteve: pares que a prova gosta de confrontar
Mantido Por quê Compare com o que saiu
papéis, anéis, herói, chapéu, céu ditongo aberto em oxítona ou monossílabo tônico ideia, heroico (paroxítonas)
pôr (verbo) distingue do por (preposição) para (verbo), sem acento
pôde (pretérito) distingue de pode (presente) pelo, polo, sem acento
têm, vêm (plural) distinguem de tem, vem (singular) creem, veem, sem acento
fôrma (facultativo) pode distinguir de forma —

Note como a segunda tabela é mais curta e mais “teimosa”: o que ficou é, quase sempre, uma distinção que o contexto não resolve com segurança, como pode e pôde (presente e pretérito), ou o plural têm contra o singular tem. Perceba também a armadilha das palavras irmãs: veem (verbo ver, eles) não leva acento, mas vêm (verbo vir, eles) leva, porque aqui o acento marca o plural, e não um hiato.

Hífen: o panorama

O hífen foi a frente de mudança mais ampla. As regras completas, com o fluxograma de decisão, estão no tópico seguinte. Por ora, reconheça as quatro ideias centrais desta frente: três sobre prefixos e uma sobre o verbo haver.

Vogal diferente: junta

Prefixo terminado em vogal e palavra começada por vogal diferente: sem hífen, como aeroespacial e autoescola.

R e S: dobram

Prefixo terminado em vogal e palavra começada por r ou s: sem hífen e com a consoante dobrada, como antirreligioso e antissocial.

H e letra igual: hífen

Palavra começada por h, ou vogal igual à final do prefixo: com hífen, como anti-higiênico e micro-ondas.

Hei de, hás de

As formas monossilábicas do presente de haver ligadas à preposição de não levam hífen (Base XVII): hei de, hás de, hão de.

O que mais pesa para quem estuda é a primeira ideia, porque ela eliminou muitos hifens antigos: auto-escola virou autoescola e auto-aprendizagem, autoaprendizagem. Os prefixos ex-, vice- e pós-, entre outros, têm regras próprias e serão tratados no tópico do hífen.

Maiúsculas e minúsculas

A Base XIX organiza o uso da letra inicial. Em linhas gerais, a minúscula é o uso corrente, e a maiúscula fica reservada a nomes próprios, instituições, festas, siglas e poucos outros casos. O Acordo também deixou alguns casos como facultativos, e a prova gosta de perguntar justamente por eles. A tabela organiza a lista.

Maiúsculas e minúsculas na Base XIX
Tratamento Casos Exemplos
Minúscula obrigatória dias da semana, meses e estações do ano segunda-feira, outubro, primavera
Minúscula obrigatória fulano, sicrano e beltrano fulano de tal
Minúscula obrigatória pontos cardeais indicando direção (a abreviatura fica maiúscula) norte, sul; abreviatura SW
Maiúscula obrigatória antropônimos e topônimos, reais ou fictícios Pedro Marques, Rio de Janeiro
Maiúscula obrigatória instituições Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previdência Social
Maiúscula obrigatória festas e festividades Natal, Páscoa, Todos os Santos
Maiúscula obrigatória pontos cardeais usados como região Nordeste, Ocidente
Maiúscula obrigatória siglas, símbolos e abreviaturas regulamentadas ONU, H2O, Sr.
Facultativa formas de tratamento e nomes de santos santa Filomena ou Santa Filomena
Facultativa áreas do saber, cursos e disciplinas português ou Português
Facultativa logradouros, templos e edifícios rua ou Rua da Liberdade
Facultativa títulos de obras: após a primeira palavra, as demais podem ficar em minúscula, exceto os nomes próprios O Senhor do Paço de Ninães ou O senhor do paço de Ninães

Na hora da prova, comece perguntando se o caso é obrigatório ou facultativo: se é facultativo, as duas grafias estão certas, e uma alternativa que classifique uma delas como erro está errada. Se a palavra é dia, mês ou estação, a minúscula é obrigatória, e Outubro no meio da frase é desvio. A regra dos pontos cardeais pede atenção: a mesma palavra muda de letra conforme o sentido.

Aplicação: da circular à carta

As cinco frentes aparecem juntas em qualquer texto institucional. Os dois casos mostram como localizar a grafia antiga em um texto de trabalho e em um texto do dia a dia.

🧭 Revisão

O que você precisa lembrar

  • O Acordo é o tratado de 1990, assinado em Lisboa; o Decreto nº 6.583/2008 o promulgou no Brasil, com efeitos desde 1º/1/2009. A transição terminou em 31/12/2015 (Decreto nº 7.875/2012), e só a nova grafia vale desde 1º/1/2016.
  • As cinco frentes de mudança são alfabeto, trema, acentos, hífen e maiúsculas e minúsculas.
  • O alfabeto passou de 23 para 26 letras, com k, w e y, de uso restrito a nomes estrangeiros e derivados, siglas, símbolos e unidades de medida.
  • O trema foi abolido em palavras portuguesas (frequência, linguiça) e permanece em derivados de nomes próprios estrangeiros (mülleriano).
  • Perderam o acento: ei e oi tônicos em paroxítonas (ideia, heroico); oo (voo); -eem (creem); i e u tônicos depois de ditongo em paroxítonas (feiura); argui; e o diferencial de para (verbo), pelo e polo.
  • Mantiveram o acento: oxítonas e monossílabos tônicos com éi, éu, ói (papéis, herói, céu), pôr, pôde, têm e vêm (plural), e, facultativamente, fôrma.
  • Minúscula para dias, meses, estações e pontos cardeais como direção; maiúscula para nomes próprios, instituições, festas, siglas e pontos cardeais como região; vários casos são facultativos (disciplinas, logradouros, formas de tratamento).

✍️ Exercícios de revisão

Nível 1 · Recordar

QUESTÃO 1 · RECORDAR

Identifique o ato que promulgou o Acordo Ortográfico no Brasil e informe a data a partir da qual ele produz efeitos e a data em que terminou o período de transição.

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O ato é o Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008. O Acordo produz efeitos a partir de 1º de janeiro de 2009, e a transição, ampliada pelo Decreto nº 7.875/2012, terminou em 31 de dezembro de 2015. A partir de 1º de janeiro de 2016, só a nova ortografia é obrigatória.

QUESTÃO 2 · RECORDAR

Liste as cinco frentes de mudança do Acordo estudadas neste tópico.

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Alfabeto (inclusão de k, w e y), trema (abolido), acentos (supressão em alguns grupos), hífen (mudanças no uso com prefixos) e maiúsculas e minúsculas (Base XIX).

QUESTÃO 3 · RECORDAR

Quantas letras tem o alfabeto, e em que situações k, w e y são empregadas?

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O alfabeto tem 26 letras. As letras k, w e y são empregadas em nomes próprios estrangeiros e seus derivados (Washington, byroniano), em siglas e símbolos e em unidades de medida internacionais (kg, km). Não substituem letras de palavras comuns.

QUESTÃO 4 · RECORDAR

Em que caso o trema continua sendo usado após o Acordo?

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Em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros que o possuem, como mülleriano (de Müller) e hübneriano (de Hübner). Em palavras portuguesas, como frequência e linguiça, ele foi abolido.

Nível 2 · Compreender

QUESTÃO 5 · COMPREENDER

Explique a diferença entre o Acordo Ortográfico e o Decreto nº 6.583/2008.

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O Acordo é o tratado internacional de 1990, que contém as regras ortográficas, organizadas em Bases. O decreto é o ato do Poder Executivo brasileiro que promulgou o tratado, mandou cumpri-lo e fixou quando ele passa a produzir efeitos. Em resumo: as regras estão no Acordo, e a vigência no Brasil decorre do decreto.

QUESTÃO 6 · COMPREENDER

Por que ideia perdeu o acento e papéis o conservou, se ambas têm um ditongo aberto?

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O que decide é a posição da sílaba tônica. Ideia é paroxítona, e nas paroxítonas os ditongos ei e oi tônicos deixaram de ser acentuados. Papéis é oxítona, e nas oxítonas os ditongos abertos éi, éu e ói continuam acentuados, como em herói e chapéu.

QUESTÃO 7 · COMPREENDER

Explique por que o acento diferencial foi retirado de para (verbo) e mantido em pôde.

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A retirada atingiu as homógrafas cuja distinção o contexto resolve, como o verbo para e a preposição para. Foram conservados alguns diferenciais de uso mais delicado: pôde (pretérito) se distingue de pode (presente), duas formas do mesmo verbo que podem aparecer no mesmo contexto. O acento, nesse caso, marca o tempo verbal.

QUESTÃO 8 · COMPREENDER

Explique por que veem (verbo ver) não tem acento e vêm (verbo vir) tem.

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Em veem, o acento marcava apenas o hiato ee, e o Acordo o retirou das formas em -eem. Em vêm, o acento tem outra função: distingue o plural do singular vem. Por isso a mesma regra não atinge têm e vêm.

QUESTÃO 9 · COMPREENDER

Explique, com um exemplo, a diferença entre usar norte e Norte em um texto.

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Com minúscula, o ponto cardeal indica direção: “a agência fica ao norte da praça”. Com maiúscula, designa uma região, usada de modo absoluto: “o gerente viajou para o Nordeste“. A abreviatura (N, SW) leva sempre maiúscula.

Nível 3 · Aplicar

QUESTÃO 10 · APLICAR

Uma escriturária recebeu o rascunho: “A freqüência das reuniões é tranqüila, e a diretoria crê na idéia.” Corrija o texto conforme o Acordo e indique a regra aplicada a cada palavra.

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A versão correta é: “A frequência das reuniões é tranquila, e a diretoria crê na ideia.” Em frequência e tranquila, o trema foi abolido. Em ideia, o ditongo ei tônico de paroxítona perdeu o acento. Crê permanece com acento: é a terceira pessoa do singular do verbo crer, e a regra que eliminou o acento atinge só a forma plural creem.

QUESTÃO 11 · APLICAR

Assinale, em cada par, a grafia adequada ao Acordo: (a) heróico / heroico; (b) enjôo / enjoo; (c) papeis / papéis; (d) argúem / arguem; (e) pêlo / pelo.

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(a) heroico, paroxítona com oi tônico. (b) enjoo, pois o hiato oo perdeu o circunflexo. (c) papéis, oxítona com ditongo aberto, que mantém o acento. (d) arguem, forma de arguir sem acento no u. (e) pelo, porque o acento diferencial foi abolido.

QUESTÃO 12 · APLICAR

Corrija o uso de maiúsculas e minúsculas e justifique: “No mês de Dezembro, na Quarta-feira anterior ao natal, a agência fechará mais cedo.”

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A versão correta é: “No mês de dezembro, na quarta-feira anterior ao Natal, a agência fechará mais cedo.” Meses e dias da semana levam minúscula; o nome da festividade Natal leva maiúscula.

QUESTÃO 13 · APLICAR

Um aluno escreveu “as aulas de Português são na rua das Acácias” e outro escreveu “as aulas de português são na Rua das Acácias”. Decida qual dos dois cometeu erro à luz da Base XIX.

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Nenhum dos dois errou. Os nomes de disciplinas e os de logradouros admitem maiúscula ou minúscula, de modo facultativo, e as duas formas estão corretas. O erro só existiria em casos de obrigatoriedade, como Outubro ou Segunda-feira no meio da frase.

QUESTÃO 14 · APLICAR

Um cliente preencheu um formulário com auto-escola, anti-social, anti-religioso e anti-higiênico. Reescreva cada palavra conforme o Acordo e indique a ideia do hífen aplicada.

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Autoescola: prefixo terminado em vogal diante de vogal diferente, sem hífen. Antissocial e antirreligioso: prefixo terminado em vogal diante de s ou r, sem hífen e com a consoante dobrada. Anti-higiênico permanece com hífen, porque a palavra começa por h.

Nível 4 · Analisar

QUESTÃO 15 · ANALISAR

Um gerente afirma: “Depois do Acordo, nenhuma palavra com ditongo aberto leva acento.” Examine a afirmação com os exemplos ideia, herói, chapéu e jiboia e aponte onde está o erro.

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A afirmação generaliza demais. Ideia e jiboia são paroxítonas e perderam o acento no ditongo ei e oi. Herói e chapéu são oxítonas, e o acento no ditongo aberto ói e éu permanece. O critério é a posição da sílaba tônica; o fato de o ditongo ser aberto, sozinho, não decide.

QUESTÃO 16 · ANALISAR

Leia o comunicado: “A pesquiza da ouvidoria mostra que a freqüência de reclamações pára de crescer em Janeiro.” Separe os desvios que decorrem do Acordo dos que não decorrem e explique.

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Decorrem do Acordo: freqüência (trema abolido: frequência), pára (acento diferencial retirado: para) e Janeiro (mês com minúscula: janeiro). Não decorre do Acordo: pesquiza, desvio de emprego de letras, já que a família de pesquisar pede s: pesquisa.

QUESTÃO 17 · ANALISAR

Julgue a afirmação: “Segundo a Base XIX, é obrigatório escrever Santa Filomena com inicial maiúscula e Nordeste, em ‘viajou para o Nordeste’, com minúscula.” Verifique cada parte e indique se há acerto ou erro.

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A afirmação está errada nas duas partes. Para os nomes de santos, a maiúscula é facultativa: santa Filomena ou Santa Filomena. Para Nordeste, usado como região, a maiúscula é obrigatória; a minúscula valeria se o ponto cardeal indicasse apenas direção, como em “ao norte da praça”.

Você concluiu o estudo sobre o Novo Acordo Ortográfico. No próximo tópico, avançaremos para o emprego do hífen e veremos como o encontro entre prefixo e palavra decide se o hífen entra, se as letras se juntam ou se o r e o s se dobram. Continue firme nos estudos!

Os casos apresentados são hipotéticos, elaborados para fins didáticos.